Sobre Depressão

Depressão é um transtorno que pode ser caracterizado por baixa energia, sentimento de tristeza prolongado, irritabilidade, falta de interesse nas atividades diárias, perda de prazer, alteração no sono, dificuldade de concentração, pensamentos de morte, sentimentos de inutilidade e culpa. 

A depressão pode ser causada por uma combinação de fatores tais como: desquilíbrio químico no cérebro, herança genética, características psicológicas e situações emocionais estressantes. 

Muitas pessoas com depressão não procuram tratamento porque ficam constrangidas ou pensam que vão superar sozinha o problema. Ainda existe uma crença de que a depressão é uma "característica de pessoas frágeis". Mas o tratamento com medicamentos asscociados a psicoterapia podem ajudar muito.

 

Saiba Mais Sobre Depressão

Recebo muitas perguntas sobre depressão e, portanto, decidi ampliar um pouco esse tema para que sirva a todos.

O primeiro passo para falar sobre depressão é ressaltar que ninguém tem culpa de ter depressão. Assim como ninguém tem culpa de ter diabetes ou miopia. Mas o fato de não ser culpado não quer dizer que não temos que cuidar dela.

Diversas vezes eu ouvi as pessoas dizerem que a cura para depressão é “um tanque cheio de roupas sujas para lavar”. Por mais que seja uma brincadeira reflete bem a idéia de algumas pessoas, que é falta de vontade, preguiça, falta do que fazer, etc. Muitas pessoas não procuram tratamento adequado por vergonha, por considerar uma fraqueza ou mesmo por receio de "viciar" nos antidepressivos.

A primeira boa notícia é que a depressão pode e deve ser tratada. 
A segunda é que os antidepressivos não viciam, como se diz popularmente. No entanto, eles devem ser tomados somente sob prescrição médica, que irá orientar sobre o medicamento ideal, doses, possíveis mudanças e o momento oportuno para parar.

A depressão é uma doença que afeta a pessoa de uma forma global. 
Sentir-se triste, "na fossa" e desanimado por um período crítico em nossa vida é muito natural. Mas sentir-se assim por longos períodos, intensamente e/ou constantemente pode ser um sinal de que esteja precisando se cuidar.

A depressão é causada por uma combinação desses fatores:

    • Fator genético: acredita-se atualmente que existe uma hereditariedade na causa da depressão. Isso quer dizer que você pode ser mais vulnerável a ter depressão se tem parentes próximos que já tiveram. Mas não existe regra fixa para isso. Uma pessoa pode não apresentar nenhum sintoma mesmo tendo parentes próximos com depressão assim como outra pode ter depressão mesmo que ninguém na família tenha tido.
    • Fator biológico: existe um desequilíbrio de substâncias químicas existentes no cérebro.
    • Fator Psicológico: auto-estima baixa, desvalorização pessoal e dificuldade em lidar com fatores estressantes, etc.

Situações externas adversas, uso abusivo de álcool ou drogas, alguns medicamentos e outras doenças não-psiquiátricas também podem desencadear a depressão.

Seus principais sintomas são:

    • Perda ou diminuição de prazer;
    • Alteração no sono; (aumento ou diminuição)
    • Alteração no apetite; (aumento ou diminuição)
    • Sentimento de tristeza, ansiedade e desânimo;
    • Cansaço ou perda de energia;
    • Sentimento de culpa ou de autodesvalorização;
    • Pensamentos constantes sobre morte ou suicídio;
    • Dificuldade de concentração, memória e indecisão;
    • Dor de cabeça, dificuldades sexuais, problemas digestivos e dores crônicas.

Esses sintomas podem variar de pessoa para pessoa em sua intensidade e forma. Um sintoma isolado não significa que esteja com depressão.

O tratamento através da associação entre psicoterapia e psiquiatria tem resultados muito satisfatórios para grande parte das pessoas que sofrem de depressão. O psiquiátrico inclui a introdução de antidepressivo e o acompanhamento para avaliar a sua eficácia. E o psicoterapêutico pode auxiliar a pessoa a entender e lidar com os sintomas da depressão e possibilitar um melhor conhecimento e desenvolvimento pessoal.

Algumas pessoas desistem do tratamento por acreditar que o medicamento não está fazendo efeito. Mas é importante lembrar que existem diversos tipos de antidepressivos e nem sempre o organismo reage de forma adequada ao primeiro medicamento. Por isso a importância de ter um acompanhamento com o psiquiatra.


Alessandra A. F. Calbucci
Psicóloga
http://www.psicologues.com